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Resistência a manchas
Acidentes com bebidas, alimentos e outros tipos de substâncias criam áreas com cores e tonalidades diferentes das originais na superfície do carpete. A resistência a manchas é a capacidade do produto de dificultar ou impedir a fixação desses materiais.
As matérias-primas sintéticas são as mais resistentes nesse aspecto, porque sua composição molecular dificulta que elas absorvam os materiais causadores de manchas. Apesar disso, a remoção imediata desses materiais é um fator a mais na prevenção contra o aparecimento de manchas. Vários selos oferecem garantias especiais indicadas para diferentes ambientes e necessidades.
Resistência à sujeira
De toda a sujeira encontrada nos carpetes, aproximadamente 80% vêm de áreas externas e são trazidos pelas solas dos sapatos dos usuários. Por isso, os locais sujeitos a ficar mais sujos são os de acesso onde, em geral, se dá a transição dos pisos frios para o carpete, soleiras de porta, halls de entrada, lobbies de hotel, elevadores, etc.
Resistir à sujeira depende da associação de diversos fatores para, de forma preventiva, dificultar que ela se fixe no tapete. A aplicação de impermeabilizantes forma uma camada invisível protetora em volta do fio, conferindo-lhe repelência a partículas sólidas e líquidas. Filamentos com superfície lisa oferecem menor área na qual a sujeira pode aderir. Assim, filamentos sintéticos apresentam melhor desempenho do que fios naturais. Quanto mais denso for o carpete, mais difícil será a penetração de partículas entre os seus fios, facilitando a aspiração da poeira.
Resistência ao amassamento
Essa propriedade é de grande importância, pois está associada à conservação da aparência de “novo” do produto. A resistência ao amassamento refere-se à capacidade do pelo de voltar à posição original após sofrer pressão resultante do tráfego de pessoas e da permanência de móveis e objetos em um mesmo local.
Não existe garantia contra amassamento, mas existe garantia contra abrasão, que se chama garantia de uso. O fabricante garante que o carpete não perderá mais do que um determinado percentual de fio em determinado período de tempo.
Comparado a outras matérias-primas, o nylon, devido a sua elasticidade, apresenta melhor desempenho quanto ao amassamento. A densidade também é fundamental, pois o fio pode ter grande torção oferecendo mais densidade de fibra por metro quadrado.
Os carpetes do tipo boucle apresentam maior resistência ao amassamento do que as demais construções. Lembrem-se, cada construção privilegia um aspecto como conforto ou durabilidade e o boucle oferece mais resistência a amassamento.
Outro aspecto a ser observado é a existência de tela secundária, detalhe fundamental que acrescenta resistência ao amassamento, além de oferecer maior estabilidade dimensional ao carpete. Caso seja utilizada a espuma de látex sob o carpete, a resistência ao amassamento torna-se ainda maior. Ela age como um amortecedor e pode aumentar em até 100% a vida útil do produto, dependendo da sua espessura e densidade.
Resistência à abrasão
É a capacidade do carpete de resistir à perda de pelo causada pela abrasão, produzida pelo tráfego de pessoas e/ou pelo deslocamento de móveis e objetos. A perda de pelo gera um desgaste na superfície do carpete, provocando a aceleração do processo de envelhecimento do produto.
Mais uma vez, a base secundária tem um papel importante, pois evita ondulações. Uma ondulação cria um ponto no carpete de mais atrito ao tráfego, que pode transformar-se em uma pequena falha.
O filamento contínuo (BCF) de nylon é a matéria-prima de melhor desempenho quanto à resistência à abrasão, pois não solta pelos com facilidade.
Isolamento acústico
O isolamento acústico refere-se à capacidade do carpete de absorver ondas sonoras e atuar como barreira à passagem de ruídos externos para o ambiente e vice-versa. Principalmente em ambientes comerciais, o carpete contribui para a redução dos ruídos e conseqüentemente, o aumento da concentração e a redução do "stress" nas pessoas.
O carpete absorve ondas sonoras porque é capaz de reter ar entre seus fios. Comparado com outros revestimentos de piso (ex.: cimento, madeira, porcelanatos), é o que apresenta melhor desempenho quanto ao isolamento acústico, perdendo somente para painéis acústicos, que são materiais produzidos especificamente para este uso.
Na maioria dos casos, carpetes do tipo loop pile (boucle), instalados sobre cimento, apresentam um desempenho superior aos de cut pile (pelo cortado). Já carpetes com base secundária são mais eficientes neste mesmo quesito do que carpetes que não a possuem. Para aumentar o isolamento acústico recomenda-se a instalação de espuma de látex sob o carpete.
Isolamento térmico
É a capacidade do carpete de conservar a temperatura do ambiente, independentemente da temperatura externa. Deve-se ao seu poder de reter ar entre os fios e varia de acordo com as matérias-primas utilizadas na sua fabricação.
Carpetes com matérias-primas sintéticas, como o nylon e o polipropileno, que são maus condutores de calor, tem maior capacidade de isolamento. Ao contrário, carpetes de lã, de fato, podem esquentar o ambiente. A questão é que o carpete cria uma atmosfera de aconchego e conforto, passando a impressão de calor.
Em edifícios inteligentes, com temperatura e umidade controladas, o carpete tende a diminuir a intensidade de refrigeração já que não deixa o ar dissipar-se através do piso.
Resistência ao fogo
Para haver fogo é necessário que três elementos existam simultaneamente: um material inflamável, uma fonte de calor e oxigênio. No caso dos carpetes, resistência ao fogo corresponde a sua capacidade de opor-se à combustão pelo maior período de tempo possível. São basicamente dois os fatores que correspondem pelo desempenho do carpete quanto à resistência ao fogo: o tipo de matéria-prima de sua superfície e sua densidade.
A inflamabilidade dos materiais depende de sua estrutura molecular. No que se refere à densidade, vale o seguinte princípio: quanto mais denso o carpete, menor é a quantidade de oxigênio encontrada entre os fios, reduzindo as possibilidades de propagação das chamas.
Para avaliar o comportamento do carpete na ocorrência de fogo, a indústria americana passa por testes realizados em laboratório e deve apresentar desempenho satisfatório nas seguintes etapas de incêndio: ignição e propagação; crescimento e extensão para outras áreas.
A CPSC – Consumer Product Safety Commission, uma comissão criada pelo governo americano que visa garantir a segurança do consumidor, é a responsável pela criação de um padrão federal que garante, sobre rigorosas condições de testes, que o carpete não propaga chamas e é auto-extinguível. Um carpete produzido nos Estados Unidos que não atenda a esse padrão constitui um crime federal punível de prisão.
Carpetes nacionais são apenas resistentes ao fogo. Não são auto-extinguíveis nem tampouco atendem as regras impostas por carpetes importados.
Emanação de gases tóxicos
Ao queimar, alguns materiais podem exalar gases nocivos aos seres humanos. No caso dos carpetes, o grau de toxicidade varia de acordo com a matéria-prima empregada na fabricação. Testes realizados com diferentes materiais apontaram o nylon (tempo de sobrevivência de 20,3 minutos), como sendo o de melhor performance, em comparação com a lã (8,9 minutos), o poliéster (12,9 minutos) e o polipropileno (19,4 minutos).
Mas não é só queimando que um carpete emite gases. Devido a alguns materiais empregados na sua fabricação, muitos carpetes não atendem as mínimas normas quanto à emissão de gases durante uso regular. Podemos citar, por exemplo, carpetes em placa que utilizam como base o betume, composto por enxofre (inflamável). Assim que o carpete é produzido e instalado, passa exalar os gases do betume que são notoriamente conhecidos como causadores de câncer. A convivência diária junto a um carpete desse tipo pode comprovadamente causar doenças e por isso o betume foi proibido na construção de carpete americano (mas ainda é amplamente utilizado no Brasil).
Proteção anti-estática
A eletricidade estática é gerada pelo atrito, na maioria dos casos entre a sola do sapato do usuário e a superfície do carpete, quando o ambiente apresenta baixa umidade relativa do ar e baixa temperatura. Dependendo da voltagem produzida por esse atrito, podem surgir situações desagradáveis para os usuários, como choques e sensação de cansaço, além de aumentarem os riscos de panes e danos em equipamentos eletrônicos.
O carpete deve manter a carga eletrostática abaixo do limite aceitável pela sensibilidade humana e dotar um carpete de proteção anti-estática significa torná-lo capaz de eliminar instantaneamente cargas de eletricidade estática da sua superfície, com efeito semelhante a de um aterramento.
Há diversas formas de se realizar o controle anti-estático. Algumas delas são temporárias e outras permanentes. Classificam-se como temporárias aquelas em que são aplicados materiais químicos na superfície, que se desgastam com o tráfego e as lavagens.
Já os filamentos especiais, feitos de carbono e incorporados ao fio do carpete, exercem controle anti-estático permanente, durante toda a vida útil do carpete. Nesse caso, quanto maior a densidade, maior a proteção, pois haverá mais filamentos de carbono.
Áreas como CPDs, onde existem computadores de grande porte, geralmente exigem nível de estática específico. Como o revestimento de piso é apenas uma entre as fontes de estática em um ambiente comercial, nesses casos recomenda-se buscar orientação junto aos fabricantes dos equipamentos para que seja desenvolvida uma solução permanente.
No Brasil - país predominantemente tropical e úmido - a eletricidade estática é um fenômeno físico que ocorre principalmente em ambientes comerciais que exigem refrigeração com temperatura sempre estável.
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A Support Carpetes é um provedor total de soluções em revestimento de piso, atendendo todas as suas necessidades em projetos residenciais e comerciais.
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